sábado, novembro 22, 2008
Existe muita gente no mundo.
É fato.
Pena não existir um mesmo mundo para toda essa gente.
Logo isso tudo acaba.
Posfácio.
Existe muita gente no mundo.
É fato.
Pena não existir um mesmo mundo para toda essa gente.
Logo isso tudo acaba.
Posfácio.
Por Valdemiro às 21:40 0 comentários
Nota mental
"Aceite suas limitações. Você nunca poderá ser tão esperta como ela.
Entretanto, seja esperto o suficiente para que ela nunca saiba disso".
Nota mental complementar
"Utilize códigos ao escrever notas mentais. E, por favor, não deixe o caderno em cima da cama de casal uma segunda vez".
* O Diário de um homem que "pensa" representa, de forma bem humorada, as barbáries que circundam as mentes masculinas. De vez em quando posto aqui alguns trechos (não está acabado). O enredo segue um caderninho de notas mentais de um homem "H", que compulsivamente escreve coisas que deve lembrar para sua sobrevivência enquanto homem.
Por Valdemiro às 19:08 0 comentários
"Ao primeiro sinal de complexidade da mulher com quem você se relaciona, mantenha-se calmo e siga as seguintes orientações:
1. Mantenha o olhar fixo na moça.
2. Não responda a qualquer questionamento. Somente problematize as perguntas.
3. Utilize sua visão periférica para mapear possíveis distrações.
4. Periodicamente exiba um sorriso. Muito cuidado neste ponto. Não dê um sorriso pequeno de "desinteresse" nem um sorriso grande de "deboche".
5. Sim. Elas vão interpretar seu sorriso desta forma.
6. Não. É arriscado demais tentar entender o que se passa na cabeça dela naquele momento.
7. Ao sentir que a conversa está no fim, utilize a tatica do silêncio até que ela mesma diga que o assunto acabou.
8. Não confirme caso ela encerre a conversa em forma de pergunta. Este é o último obstáculo para que aquela situação morra definitivamente e, posteriormente, ela não alegue que você terminou uma conversa inacabada.
9. Sinta-se contente com a simplicidade de sua medíocre vida.
Nota mental complementar.
"Não escreva notas mentais em situações de complexidade.
Elas evoluírão rapidamente para situações de periculosidade".
* O Diário de um homem que "pensa" representa, de forma bem humorada, as barbáries que circundam as mentes masculinas. De vez em quando posto aqui alguns trechos (não está acabado). O enredo segue um caderninho de notas mentais de um homem "H", que compulsivamente escreve coisas que deve lembrar para sua sobrevivência enquanto homem.
Por Valdemiro às 18:33 0 comentários
Nota mental
"Até poucas semanas atrás, pensava que todas as mulheres tinham tpm ao final do mês, como os salários.
Entretanto é óbvio que isso é falso. O mundo não existiria mais, ao menos como conhecemos, caso essa catástrofe se concretizasse".
* O Diário de um homem que "pensa" representa, de forma bem humorada, as barbáries que circundam as mentes masculinas. De vez em quando posto aqui alguns trechos (não está acabado). O enredo segue um caderninho de notas mentais de um homem "H", que compulsivamente escreve coisas que deve lembrar para sua sobrevivência enquanto homem.
Por Valdemiro às 18:28 0 comentários
Permitam-me um pouco de fantasia!
Minhas memórias estão a venda e exportadas com "Made in china". "Made in vitro". "Made in crisis".
Meu sono anteontem fora confiscado por um Funcionário público.
Homúnculo. Insalubre. Incólume.
Metade do meu desejo expropriado em prol do Interesse social.
Asfixial. Assimetral. Anormal.
Por que meu mundo somente então produz bestas felizes?
Chega de realidade em minha carne!
Inventem pílulas de Alienação.
Menstruação. Solidão.
Confortem-me com notícias de selvageria que me aliviem por não estar no lugar do trapo humano "Tragediado".
Comediado. Anestesiado.
E anunciem com alegria que ainda distribuímos crises nas esquinas das cidades Pequenas.
Rebentas. Ingênuas.
Gratuito somente a morte.
E somente se realmente não houver volta.
Por Valdemiro às 20:34 0 comentários
Hoje.
Sobretudo.
Sabes como te conheço.
E conheces como não gosto.
Especialmente daquele que me faz escrever.
Admira-me entender aquilo que não me é permitido sentir.
Contudo.
Percebes como minha mão percorre suas veias.
Intimamente provocam todas as suas sensações.
Adentram teu peito para que presa aos seus sentimentos.
Habite.
Sou amputada daquilo que me faz crer.
A metalinguística de sua existência.
Por Valdemiro às 20:11 0 comentários
Quando ouvi de um conhecido que "nós poetas somos deuses", fiquei assustado com sua soberba e falta de modos.
Uma evidência fugaz é que "nós poetas" é de uma incomum violência a tantas pessoas que não devem ser reunidas numa mesma redoma de vidro.
Lá pelas tantas da noite acreditei que o "poeta" é um estado de espírito e não um gene hereditário e determinístico que divide a humanidade em duas castas incompreensíveis.
Por fim, e o mais surpreendente para mim naquele momento, foi decifrar que deuses não são acometidos por impotências.
Retornei meu olhar e descansei.
Aceitei assim que "Nós poetas" possuímos um atributo dos deuses.
Torneamos o que é indescritível em versos.
Palavras que, como um milagre, não são lidas pelos sentidos.
Possuem uma ligação direta e exclusiva com os sentimentos.
Mesmos os deuses do Olimpo são excepcionalmente humanos.
A ponto de serem criados por versos.
E não poderem criar qualquer poesia sem uma miserável mão humana.
Mas ao lado da poesia, existe uma dialética.
A que não permite que "Nós poetas" sejamos completamente deuses.
O que nos faz pertencer imundamente a humanidade.
A maldita perdição é aquilo que nos aproxima das divindades.
As palavras nos tornam humanos demais.
Nossos sentimentos não estão imunes aos nossos versos.
Nossa alegria e dor são refletidas em cada nova criação divina.
Sofremos de essencialidades.
Entretanto, há uma fraqueza mortal.
A maior impotência de nós, humanos poetas, é não realizar aquilo que nos torna deuses e homens.
"Não saber o que escrever diante daquilo que nos toca".
Esta é a síntese de um poeta.
Meio verso.
Meio inverso.
Meio.
Por Valdemiro às 20:06 0 comentários
Os detalhes definem aquilo que se torna [essencial]
Diante do Sorriso não há que se esconder nas sombras aquilo que lhe torna peculiar.
Desnudo em mensagens tímidas.
Receios ínfimos cultivados ao sabor do tempo.
Vaidade reticente diante do longo silêncio.
Adentrando um mundo orquestrado.
Caótica imagem daquilo que não é revelado.
Selado.
No fundo do poço.
Diante do Sorriso não há que se temer escrever nas entrelinhas.
Tornar fato o que não é possível.
Inventar modas e cânticos antigos.
Repetir modelos do que ainda não se foi criado.
Desafiar os deuses que não se sustentam nas alturas.
Ancorar os demônios que flutuam das profundezas.
Apenas um soslaio de olhar.
Diante do sorriso não há como se entreter nos primeiros detalhes.
Ao Sorriso e Detalhe não se aplica o mero acaso.
Por Valdemiro às 23:32 0 comentários