quinta-feira, dezembro 25, 2008
Agradeço aos amigos e visitantes anônimos que aparecem no limite da minha frágil realidade e mais tenra loucura.
Geralmente o ser humano somente se faz existir por manifestações.
Por isso, tenho dúvidas que vocês realmente existam.
Devo estar migrando para esquizofrenia.
Mas isso não importa.
Conviver com o silêncio também se tornou um hábito este ano.
Entretanto, as vozes de alguns de vocês ecoam no meu íntimo.
Alguns pedaços de vida estão nestes poemas ou frases soltas.
Um ano muito estranho.
Como um presente [ou tortura] revisei os [poemas e prosas] deste ano.
Alguns tem modificações atraentes, outros ficaram mais obscuros e, por fim, alguns estão intactos.
Acho que estão transitoriamente acabados.
[Melhor. Estou transitoriamente "satisfeito"].
Espero que algumas das minhas palavras tenham se misturado a fatos corriqueiros de suas vidas.
O melhor é realmente quando elas tomam vida.
Aceito a condição de escrever para me situar no mundo com algum medo.
Um bom caçador acharia presas fáceis dentro destes contos ou poemas.
Entretanto, é a única forma de expor algumas detalhes que provavelmente não sairão de outra forma.
Cada verso é destinado.
A um. A vários.
A [chave] está nas mãos de quem precisa entrar.
É a maneira de dizer que estou aqui para ser encontrado.
[Raposa Noturna].